Visto irlandês e as novas regras para estudantes

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São dias que passam, momentos que valem por anos e aqui estamos em terras verdes já pelas minhas contas em 22 dias, quase quase meu primeiro mês . Quando a ficha tão sutilmente começa a cair, que mal se percebe, é que a vida começa a mostrar os primeiros sinais do alto preço de estar longe de casa e o que isso realmente significa para seu ciclo evolutivo. As coisas acontecem de uma forma muito mais intensa  que qualquer outro aspecto do qual se imagina. A expectativa é maior, as alegrias são multiplicadas e as incertezas e a ansiedade do tamanho de sua vontade de sempre querer voar. Você concede uma importância absurda para o compartilhamento de momentos através de caracteres, vídeos e imagens com quem está longe. Alguns que aqui estão já pensam em voltar, outros querem ficar e alguns ainda não sabem sobre o futuro. Uns chegam, outros partem e outros escolhem ir vivendo sem roteiro definido, esse último segundo a opinião de muitos, o melhor quesito disparado.

Durante o agitado período de Halloween aqui em Dublin, com programação por todos os lugares consegui viabilizar a emissão de meu G.N.I.B (Garda National Immigration Bureau) o visto irlandês. O G.N.I.B é considerado a última etapa para o intercambista realizar quando chega na Irlanda. É ele que concede seu tempo exato de permanência no país. O processo para o estudante que adquiriu curso de 6 meses é composto de várias etapas, como abrir conta no banco, depositar o valor dos 3 mil euros (exigidos pelo governo) e após com o extrato ir até a imigração para emissão de seu visto.

Para a emissão do visto é necessário apresentar a carta da instituição que você está matriculado, passaporte, extrato bancário e seguro governamental. Vamos a um quesito muito importante e bastante comentado nos últimos meses. Ele diz respeito ao tempo de permanência do estudante não europeu em território irlandês. Há alguns meses o governo da Irlanda anunciou que faria uma reforma no sistema educacional para estudantes não europeus. A medida segundo o Ministério da Educação da Irlanda, visa proporcionar maior qualidade de ensino e segurança aos estudantes. Uma das principais mudanças bate de frente com o tempo de permanência que cai de 1 ano para 8 meses.Essa nova medida passaria a vigorar a partir de 1º de outubro de 2015. O atual visto de 12 meses para alunos matriculados em cursos de inglês, com duração igual ou superior a 25 semanas, seria reduzido para 8 meses.

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O fato gerou um grande fluxo de estudantes que chegaram a Irlanda antes de outubro. No entanto, recentemente a Interim List of Eligible Programmes (ILEP), lista que define as escolas de idioma aptas a receberem alunos estrangeiros aqui, divulgou um comunicado informando que as medidas de diminuição do tempo de visto concedido a estudantes estrangeiros, previstas para outubro, foram adiadas.
Eu sou um dos casos que através de orientação da minha agência de intercâmbio emiti minha passagem de retorno para o período de 8 meses, mas consegui ainda visto de permanência de 1 ano. Como o governo afirma que tais medidas ainda não tem data oficial para serem sancionadas, ainda existem chances de quem está chegando agora conseguir visto de 12 meses.

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Com histórico de longas filas para conseguir o GNIB, sai ainda de madrugada de casa rumo a imigração, para conseguir uma senha e ter a chance de ser atendido o mais breve possível. Cheguei no prédio localizado na Burgh Quay de frente para o Liffey às 3 da manhã. Pra variar muita garoa e frio. O fluxo de pessoas com o passar das horas não parava de aumentar. Próximo das 8 da manhã foi liberado o acesso ao público e distribuídas as senhas para atendimento.Se prepare para esperar muito, mas muito tempo. Após uma série de entrevistas e apresentação de documentos meu visto finalmente foi emitido e estava lá no carimbo do passaporte e na identificação do documento:12 meses! Um intercâmbio é assim, feito de momentos e conquistas pessoais. Tão importante quanto valorizar os momentos é também comemorar os primeiros objetivos alcançados. Agora mais do que nunca, estamos prontos para seguir vivenciando os próximos capítulos dessa jornada que está apenas começando. Cheers!

O Halloween e os bruxos bons na Irlanda

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Você caminha pelas ruas, observa a decoração das casas, cruza pelas crianças caracterizadas e não existe maneira de não deixar de respirar tudo isso. Sim, estamos no mês do halloween na Irlanda. Aqui o clima já está diferente há muitos dias. Uma cena muito comum de ver, são as pessoas nos supermercados e feiras especializadas adquirindo as suas abóboras, (um dos símbolos da festa) para utilizar na decoração.

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Mas antes de mais nada, sem mais de longas, algumas curiosidades sobre o halloween: tudo começou aqui mesmo na Irlanda. A celebração tem origem dos antigos Celtas, chamada Samhain, palavra que significa o marco do fim do verão. A data marcava o início do ano novo celta, o fim da colheita e o início do inverno – período então associado aos mortos. Os celtas acreditavam que era possível fazer contato com o mundo dos mortos durante o Samhain. Para eles, o contato liberava todo tipo de espírito, de pessoas mortas a bruxas e demônios. Alimentos eram usados para acalmar esses espíritos e eles se fantasiavam com pele e cabeças de animais abatidos.

Existem algumas teorias para a data ser comemorada em 31 de outubro. Já se comentou que esse é o dia de descanso das bruxas no calendário Celta. Também que entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a sagrada noite.

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Entre os principais símbolos estão as abóboras. A referência é conhecida como “Jack O’Lantern”.O folclore irlandês nos conta que um alcoólatra mal educado chamado Jack Miserable bebeu excessivamente em um dia 31 de outubro e o diabo veio buscar sua alma. Jack conseguiu enganar o diabo para continuar bebendo e viveu por mais alguns anos. Quando morreu, não foi aceito no céu. Foi novamente enviado para a noite escura do Halloween, com apenas uma brasa de carvão para iluminar o caminho. Com o tempo, criou-se diferentes versões de Jack O’Lantern, como rostos assustadores esculpidos em nabos, batatas e nas abóboras para afugentar Jack.

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A pergunta mais famosa do Halloween ” “trick or treat?” (gostosuras ou travessuras) também é Irish. As crianças celtas visitavam as casas caracterizadas com roupas extravagantes fazendo pedidos para as comemorações de halloween em nome da deusa Muck Olla. Os celtas acreditavam que o único modo de acalmar os espíritos maus era oferecendo comida para ela.
Voltava de minhas aulas nessa semana, quando me deparei com um gato preto, estacionado na janela de uma casa de meu bairro. O black cat ganhou a fama de estar associado a data, pelo fato das antigas lendas contarem que as bruxas se transformavam no felino nesta versão.

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Mas por trás de toda essa tradição milenar, que envolve hoje vários países, aqui em Dublin existe uma grande mobilização e responsabilidade com o lado social. Durante a semana foi possível encontrar pelas ruas, vários voluntários, que recolhiam doações para angariar recursos por exemplo para a Temple Street Children’s University Hospital, instituição que cuida de várias crianças aqui. Conversando com um dos voluntários, os chamados “bruxos bons”, ele me disse que esta é uma maneira especial de aproveitar a data do halloween para ajudar a fundação.

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Durante a próxima semana, que antecede o 31 de outubro, várias instituições irlandesas, inclusive a minha escola, estão com programação especial em função da data. As ruas de Dublin desde esta sexta-feira (23) já começaram a ser tomadas por vários eventos relacionados. Seja na Irlanda ou qualquer parte do mundo nesta época, com o passar dos anos, criou-se um clima muito especial para esperar o Dia das Bruxas. E o mais bacana de tudo é poder ver que as novas gerações, além de entrarem no espírito coletivo da celebração, vão muito mais além dos pedidos das gostossuras e travessuras. A consciência com os mais necessitados no pedido e recolhimento das doações é uma prova disso tudo. Ainda existe esperança.

Primeiros 7 dias de Irlanda, as primeiras impressões

Olá a todos, sou mais um entre os 15 mil brasileiros que estão aqui em terras verdes. Mais um que faz parte do “largar tudo” na busca incessante de novas experiências, do friozinho na barriga e que busca no desafio do intercâmbio a evolução pessoal e profissional que tanto queremos.
Aqui nessas linhas, Anderson Ifran Cogo, gaúcho, Jornalista, 28 anos, lá das bandas da Fronteira-Oeste do Rio Grande do Sul, quase virando a curva para a Argentina. Decidiu, planejou, sonhou, chorou, contou o orçamento pra chegar aqui e tentar desbravar a Irlanda. A partir de hoje nos encontramos no Dublin Zero pra contar tudo o que se passa na Ilha Esmeralda, sob a lente e o olhar de um intercambista brasileiro.

Muitos já me perguntaram quando cheguei aqui, se vale mais a pena viajar sozinho ou acompanhado.. A resposta é: Você decide! as duas alternativas são viáveis dentro de aspectos e do ponto de vista de cada um. Já já chegamos lá, falarei da minha opinião no segundo post. Mas vamos as primeiras impressões sobre Dublin e a Irlanda de uma forma geral. Meu voo saiu de Porto Alegre-RS até São Paulo, 1h e 20 minutos de pura tranquilidade. Embarquei minhas malas em Porto Alegre e fui informado pela minha agência de intercâmbio que iria pegá-las somente em Dublin, meu destino final. (Na maioria das companhias aéreas, sua bagagem vai direto para o destino final em viagens internacionais, mas consulte a informação oficial com sua agência.)

Minha conexão de São Paulo saiu próxima da 1h da manhã. Lá se foram quase 12 horas até a próxima parada, Londres. Ao chegar já em terras do velho continente, passei pela imigração inglesa de forma tranquila e peguei meu último voo para Dublin. Cheguei na Irlanda já no início da noite. Ao chegar na imigração irlandesa apresentei toda a documentação necessária, como a carta exigida da instituição daqui, comprovante financeiro para se manter no país entre outros documentos.Passei emocionado.

Ainda no aeroporto,peguei minhas bagagens e com meu endereço em mãos, achei um táxi e cheguei até lá. Hoje completam-se 7 dias de Irlanda. 7 dias do ciclo do tempo que parece estar congelado, como o clima daqui. 7 dias que parecem que a ficha ainda não caiu. 7 dias que remetem a sensação de muito, mas muito mais tempo, com toda a certeza.

Divido com vocês um gesto que marca a essência total desse lugar. Caminhava no segundo dia , quando um morador que estava pelas ruas me perguntou se já havia tomado café.. na negativa ele estendeu a mão e ofereceu uma única laranja que carregava consigo. Nessas horas percebemos nas coisas simples, mas importantes da vida, detalhes que fazem nos sentir muito mais humanos e que realmente importam de verdade.

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Dublin tem muito da colonização inglesa presente em sua cultura. As pessoas são muito acessíveis e atenciosas por aqui. Frequentemente se escuta um pedido de “desculpas” pelo fato que alguém esbarrou em você.O choque cultural é inevitável e faz você valorizar cada conquista pessoal , desde as coisas mais simples, como um pedido de informações em inglês. Dificilmente você verá papéis jogados ou qualquer tipo de lixo no chão. Tudo funciona de uma forma totalmente organizada. Caixas eletrônicos 24 horas nas ruas, policiais sem armas e carros muitas vezes destrancados são cenas comuns.

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Não é fácil se libertar das amarras sociais. O primeiro passo será sempre o mais difícil. Não sabemos o que está por vir, quem vai cruzar nosso caminho, se a saudade vai ser grande ou imensa, apenas que seguimos em busca das respostas que irão contribuir com nosso caminho de aprendizado e evolução.

Preparando para fazer um intercâmbio

Pensando em melhorar o Inglês, conhecer uma nova cultura, viver novos ares, fugir da mesmice, dar um tempo pra cabeça, dar um UP em seu currículo, a melhor maneira para isso é o intercâmbio.

Após pensar sobre a possibilidade de fazer o meu primeiro intercâmbio, comecei a pesquisar onde e qual o local que eu poderia ir. Passaram pela minha cabeça, várias cidades/países, Londres na Inglaterra, EUA, Austrália, África do Sul, Malta e Irlanda. Desses locais citados, tenho certeza que todos com seus prós, escolhi a Irlanda, pelo simples motivo da facilidade de retirada do visto.

Além dessa facilidade na retirada ao visto – consulte como retirar seu visto aqui – o estudante na Irlanda também tem a permissão para trabalhar 20 horas por semana no período das suas aulas e 40 horas por semana no período das suas férias.

Decidido o país, pesquisei vários lugares e possibilidades e acabei por escolher Dublin, capital da Irlanda, que conta com uma população um pouco maior de 500 mil habitantes, sendo que desses, aproximadamente 4 mil sao brasileiros.

Depois de uma árdua pesquisa em agências de intercâmbio, internet, orkut(falecido) e facebook, acabei conhecendo várias escolas de Dublin, das mais caras às mais baratas, me fazendo unir uma grande base de dados das mesmas.

Entrei em contato com todas as escolas para ver a diferença de preço entre fechar diretamente com a escola e fechar com agências de intercâmbio, e percebi que das escolas que tive interesse, a sua grande maioria ficava o mesmo preço e pela facilidade
escolhi fechar com uma agência.

Procurei saber sobre as escolas e conversar com pessoas que estudavam e também tinham fechado, isso me deu mais confiança e vi que era real e possível.

A partir daí comecei minha pesquisa e fechei meu intercâmbio.