Como o intercâmbio muda você e os primeiros registros de neve em Dublin

Quando disse que iria sair de meu país e largar tudo, muitos questionaram se realmente eu estava tomando a decisão correta. “Vai pra um lugar onde não se conhece ninguém.. Tá mas ir fazer o que lá..? “.. ouvi muito. Digo que o intercambista que decide desbravar um país por mais de seis meses, busca algo muito além de aprender um novo idioma. Diria que a resposta também passa pelo desafio de se autodescobrir. Não que você não se conheça o suficiente, mas uma nova experiência longe da sua “zona de conforto” ensina a valorizar as coisas simples da vida.
Esqueça as roupas de marca, o carro do ano, seu status social e todas as outras coisas que possuem valorização material. Em um intercâmbio você vai se desprender de tudo isso. Irá conhecer um outro tipo de sentimento: o de conceder importância a simplicidade. Aqui, longe de casa, você está muito mais propício a exaltar esse tipo de atitude.

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Caminhava nesses dias com um amigo e comentávamos o quanto começamos a dar valor para as coisas simples quando está fora. Talvez para muitos, essa mudança de consciência passa a ser algo tão valioso como aprender um novo idioma. Escrevi há algumas semanas, que ganhei uma laranja de um morador em meu primeiro dia nas ruas de Dublin. E as coisas nesse sentido são mais ou menos assim.

Ganhei de um amigo que voltou para o Brasil , vários casacos para usar no rigoroso inverno que está chegando. Outro dia estava no mercado e por um erro de cálculo faltaram alguns centavos para completar o restante da compra. Um amigo estava ali para ajudar. Aqui um gesto de generosidade nunca é negado, e sim muito valorizado. São situações como essa, que fazem despertar um outro lado adormecido em muitos.

Na Irlanda uma grande parte da população vai para o trabalho de bicicleta, sendo o meio de transporte que mais cresce entre a população. Cada um sai às ruas com seu próprio estilo e ninguém liga pra isso. Quando se está longe de seu país, começamos a ver as coisas de um ângulo tão especial e mais humano, do qual nunca imaginávamos que veríamos.

Acredito que um dos grandes pontos que a experiência gradativamente irá mostrar, é a forma como ela irá moldar e abrir o pensamento sobre a sua forma de ver as coisas. Você convivendo diariamente com pessoas do mundo todo, ouvindo suas histórias, experiências, começa a refletir sobre vários conceitos fechados que antes possuía. Isso acontece a todo o momento e você sempre está aprendendo. Então Open your mind.

Neve em Dublin

Na última sexta-feira a sensação térmica em Dublin marcava média de -7 C. Existia expectativa para a queda da neve, que inclusive estava prevista para à noite, apesar ainda de ser em pequena quantidade. A neve na sexta não veio, mas o frio e a baixa sensação térmica no final de semana permaneceram.

Nessa semana, segundo a meteorologia, com a combinação de vento, mais a típica chuva irlandesa, podemos registrar as primeiras imagens, do que pode  sim ser considerado neve em Dublin. Na foto feita pelo amigo Valmir Freitas, às 7 da manhã, no bairro Glasnevin,  percebemos um leve acumulado de gelo sobre o automóvel. O fato nos leva a presumir que realmente teremos um inverno rigoroso.

1 mês de Irlanda e o que esperar do inverno europeu

Muitos dizem que o mais legal da vida é você não saber o que vai acontecer daqui a dois minutos. Pois então. Digo que o mais desafiante de um intercâmbio é  não saber o que será de você em seis meses ou um ano. Tecnicamente a resposta pode ser de fácil entendimento. Você terá muito mais experiência, ficará muito mais convicto sobre seus interesses de vida e suas visões de mundo. Mas realmente o que não se pode medir com exatidão, são os verdadeiros efeitos de transformação após os seus primeiros 30 dias em outro país.

Então vamos lá. Um mês passou, os primeiros 30 dias que parecem uma vida inteira respirando e vivendo a essência desse país. Quando se desembarca em um lugar desconhecido, onde ninguém fala sua língua e não se tem ninguém conhecido, é que  aos poucos vamos aprendendo a formar e escolher nossa nova família. Sua base, suas confissões, seus anseios, são relatados para pessoas que se acabou de conhecer. Não importa, aqui um dia vale por semanas, novos amigos tornam-se intensos num piscar de olhos. De repente você percebe no processo natural das coisas, que está inserido em uma nova cultura.

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Em 30 dias é possível medir o verdadeiro sentimento em relação a sua missão onde está inserido. Um relacionamento se constroi pela velha convivência diária. Então já é possível descobrir se aquela linda loira de olhos azuis (diga-se país de seu intercâmbio) é tudo aquilo que você pensava, e se vale apena seguir essa paixão por “ela”.

Quem acompanha a rotina de um intercambista pelas redes sociais por exemplo, com belas imagens de pontos turísticos, festas, etc, e acha que se tem vida tranquila, está enganado. Além de existir a questão de adaptação a uma nova cultura, idioma, clima, culinária, existe para a grande maioria outros obstáculos. O sentimento de saudade da família e amigos que ficaram é um dos pontos. Outro  é a necessidade de economia no orçamento, correr atrás de moradia e o tão disputado emprego. Essas são algumas questões que fazem parte dessa grande transformação de vida chamada intercâmbio.

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Em 30 dias você sente-se mais forte e preparado. Do ponto de vista prático é quando seu canal auditivo começa assimilar com maior facilidade o idioma local. Começa a compreender que as coisas possuem tempo certo para acontecer e que os objetivos a serem cumpridos , estão apenas iniciando. O quebra-cabeça do porquê de estar aqui está começando a ser estruturado. Que venham os próximos 30 dias, que continuem intensos e sem roteiro por favor.

O inverno irlandês

Caminhava numa dessas manhãs geladas em Dublin, quando cortei caminho por um park para chegar até minha escola. Durante o trajeto em um banco, bem no meio do park estava um simpático senhor irlandês de barba branca e cabelos meio ruivos. Quando passo por ele, com um clássico sotaque carregado ele diz: “It’s Cold! -a máxima hoje não passa dos 6 “.

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Na Irlanda como a maioria dos países europeus nesse período, já é visível as transformações no clima, de que o inverno está chegando. Torna-se fácil presumir que teremos um dos piores invernos dos últimos anos. Já dá pra sonhar pra quem gosta de frio, com a neve acumulada nos telhados e os campos branquinhos de flocos. Apesar da Irlanda não registrar grandes nevascas nos últimos anos, houve registro de neve em algumas cidades do interior a poucos dias.

Não há o que negar que mesmo ainda no outono, já nos sentimos no inverno. Os dias estão menores, com luminosidade terminando às 4 e meia da tarde, muita chuva e vento. Aliás nunca presenciei em meus 28 invernos de vida, um vento tão desafiador e emponente como o irlandês. Sem dúvidas, o the worst de todos os ventos.

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Confesso que é um pouco estranho acompanhar amigos nas redes sociais publicando e falando do verão no Brasil, do calor e sol, quando aqui a comemoração de todos, é quando o sol aparece por 5 minutos no dia nessa época. É sério, 5 minutos no dia. Pra quem realmente gosta de frio, se preparem e vai ser lindo: Winter is coming.

Visto irlandês e as novas regras para estudantes

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São dias que passam, momentos que valem por anos e aqui estamos em terras verdes já pelas minhas contas em 22 dias, quase quase meu primeiro mês . Quando a ficha tão sutilmente começa a cair, que mal se percebe, é que a vida começa a mostrar os primeiros sinais do alto preço de estar longe de casa e o que isso realmente significa para seu ciclo evolutivo. As coisas acontecem de uma forma muito mais intensa  que qualquer outro aspecto do qual se imagina. A expectativa é maior, as alegrias são multiplicadas e as incertezas e a ansiedade do tamanho de sua vontade de sempre querer voar. Você concede uma importância absurda para o compartilhamento de momentos através de caracteres, vídeos e imagens com quem está longe. Alguns que aqui estão já pensam em voltar, outros querem ficar e alguns ainda não sabem sobre o futuro. Uns chegam, outros partem e outros escolhem ir vivendo sem roteiro definido, esse último segundo a opinião de muitos, o melhor quesito disparado.

Durante o agitado período de Halloween aqui em Dublin, com programação por todos os lugares consegui viabilizar a emissão de meu G.N.I.B (Garda National Immigration Bureau) o visto irlandês. O G.N.I.B é considerado a última etapa para o intercambista realizar quando chega na Irlanda. É ele que concede seu tempo exato de permanência no país. O processo para o estudante que adquiriu curso de 6 meses é composto de várias etapas, como abrir conta no banco, depositar o valor dos 3 mil euros (exigidos pelo governo) e após com o extrato ir até a imigração para emissão de seu visto.

Para a emissão do visto é necessário apresentar a carta da instituição que você está matriculado, passaporte, extrato bancário e seguro governamental. Vamos a um quesito muito importante e bastante comentado nos últimos meses. Ele diz respeito ao tempo de permanência do estudante não europeu em território irlandês. Há alguns meses o governo da Irlanda anunciou que faria uma reforma no sistema educacional para estudantes não europeus. A medida segundo o Ministério da Educação da Irlanda, visa proporcionar maior qualidade de ensino e segurança aos estudantes. Uma das principais mudanças bate de frente com o tempo de permanência que cai de 1 ano para 8 meses.Essa nova medida passaria a vigorar a partir de 1º de outubro de 2015. O atual visto de 12 meses para alunos matriculados em cursos de inglês, com duração igual ou superior a 25 semanas, seria reduzido para 8 meses.

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O fato gerou um grande fluxo de estudantes que chegaram a Irlanda antes de outubro. No entanto, recentemente a Interim List of Eligible Programmes (ILEP), lista que define as escolas de idioma aptas a receberem alunos estrangeiros aqui, divulgou um comunicado informando que as medidas de diminuição do tempo de visto concedido a estudantes estrangeiros, previstas para outubro, foram adiadas.
Eu sou um dos casos que através de orientação da minha agência de intercâmbio emiti minha passagem de retorno para o período de 8 meses, mas consegui ainda visto de permanência de 1 ano. Como o governo afirma que tais medidas ainda não tem data oficial para serem sancionadas, ainda existem chances de quem está chegando agora conseguir visto de 12 meses.

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Com histórico de longas filas para conseguir o GNIB, sai ainda de madrugada de casa rumo a imigração, para conseguir uma senha e ter a chance de ser atendido o mais breve possível. Cheguei no prédio localizado na Burgh Quay de frente para o Liffey às 3 da manhã. Pra variar muita garoa e frio. O fluxo de pessoas com o passar das horas não parava de aumentar. Próximo das 8 da manhã foi liberado o acesso ao público e distribuídas as senhas para atendimento.Se prepare para esperar muito, mas muito tempo. Após uma série de entrevistas e apresentação de documentos meu visto finalmente foi emitido e estava lá no carimbo do passaporte e na identificação do documento:12 meses! Um intercâmbio é assim, feito de momentos e conquistas pessoais. Tão importante quanto valorizar os momentos é também comemorar os primeiros objetivos alcançados. Agora mais do que nunca, estamos prontos para seguir vivenciando os próximos capítulos dessa jornada que está apenas começando. Cheers!

O Halloween e os bruxos bons na Irlanda

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Você caminha pelas ruas, observa a decoração das casas, cruza pelas crianças caracterizadas e não existe maneira de não deixar de respirar tudo isso. Sim, estamos no mês do halloween na Irlanda. Aqui o clima já está diferente há muitos dias. Uma cena muito comum de ver, são as pessoas nos supermercados e feiras especializadas adquirindo as suas abóboras, (um dos símbolos da festa) para utilizar na decoração.

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Mas antes de mais nada, sem mais de longas, algumas curiosidades sobre o halloween: tudo começou aqui mesmo na Irlanda. A celebração tem origem dos antigos Celtas, chamada Samhain, palavra que significa o marco do fim do verão. A data marcava o início do ano novo celta, o fim da colheita e o início do inverno – período então associado aos mortos. Os celtas acreditavam que era possível fazer contato com o mundo dos mortos durante o Samhain. Para eles, o contato liberava todo tipo de espírito, de pessoas mortas a bruxas e demônios. Alimentos eram usados para acalmar esses espíritos e eles se fantasiavam com pele e cabeças de animais abatidos.

Existem algumas teorias para a data ser comemorada em 31 de outubro. Já se comentou que esse é o dia de descanso das bruxas no calendário Celta. Também que entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1° de novembro, ocorria a sagrada noite.

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Entre os principais símbolos estão as abóboras. A referência é conhecida como “Jack O’Lantern”.O folclore irlandês nos conta que um alcoólatra mal educado chamado Jack Miserable bebeu excessivamente em um dia 31 de outubro e o diabo veio buscar sua alma. Jack conseguiu enganar o diabo para continuar bebendo e viveu por mais alguns anos. Quando morreu, não foi aceito no céu. Foi novamente enviado para a noite escura do Halloween, com apenas uma brasa de carvão para iluminar o caminho. Com o tempo, criou-se diferentes versões de Jack O’Lantern, como rostos assustadores esculpidos em nabos, batatas e nas abóboras para afugentar Jack.

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A pergunta mais famosa do Halloween ” “trick or treat?” (gostosuras ou travessuras) também é Irish. As crianças celtas visitavam as casas caracterizadas com roupas extravagantes fazendo pedidos para as comemorações de halloween em nome da deusa Muck Olla. Os celtas acreditavam que o único modo de acalmar os espíritos maus era oferecendo comida para ela.
Voltava de minhas aulas nessa semana, quando me deparei com um gato preto, estacionado na janela de uma casa de meu bairro. O black cat ganhou a fama de estar associado a data, pelo fato das antigas lendas contarem que as bruxas se transformavam no felino nesta versão.

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Mas por trás de toda essa tradição milenar, que envolve hoje vários países, aqui em Dublin existe uma grande mobilização e responsabilidade com o lado social. Durante a semana foi possível encontrar pelas ruas, vários voluntários, que recolhiam doações para angariar recursos por exemplo para a Temple Street Children’s University Hospital, instituição que cuida de várias crianças aqui. Conversando com um dos voluntários, os chamados “bruxos bons”, ele me disse que esta é uma maneira especial de aproveitar a data do halloween para ajudar a fundação.

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Durante a próxima semana, que antecede o 31 de outubro, várias instituições irlandesas, inclusive a minha escola, estão com programação especial em função da data. As ruas de Dublin desde esta sexta-feira (23) já começaram a ser tomadas por vários eventos relacionados. Seja na Irlanda ou qualquer parte do mundo nesta época, com o passar dos anos, criou-se um clima muito especial para esperar o Dia das Bruxas. E o mais bacana de tudo é poder ver que as novas gerações, além de entrarem no espírito coletivo da celebração, vão muito mais além dos pedidos das gostossuras e travessuras. A consciência com os mais necessitados no pedido e recolhimento das doações é uma prova disso tudo. Ainda existe esperança.

Primeiros 7 dias de Irlanda, as primeiras impressões

Olá a todos, sou mais um entre os 15 mil brasileiros que estão aqui em terras verdes. Mais um que faz parte do “largar tudo” na busca incessante de novas experiências, do friozinho na barriga e que busca no desafio do intercâmbio a evolução pessoal e profissional que tanto queremos.
Aqui nessas linhas, Anderson Ifran Cogo, gaúcho, Jornalista, 28 anos, lá das bandas da Fronteira-Oeste do Rio Grande do Sul, quase virando a curva para a Argentina. Decidiu, planejou, sonhou, chorou, contou o orçamento pra chegar aqui e tentar desbravar a Irlanda. A partir de hoje nos encontramos no Dublin Zero pra contar tudo o que se passa na Ilha Esmeralda, sob a lente e o olhar de um intercambista brasileiro.

Muitos já me perguntaram quando cheguei aqui, se vale mais a pena viajar sozinho ou acompanhado.. A resposta é: Você decide! as duas alternativas são viáveis dentro de aspectos e do ponto de vista de cada um. Já já chegamos lá, falarei da minha opinião no segundo post. Mas vamos as primeiras impressões sobre Dublin e a Irlanda de uma forma geral. Meu voo saiu de Porto Alegre-RS até São Paulo, 1h e 20 minutos de pura tranquilidade. Embarquei minhas malas em Porto Alegre e fui informado pela minha agência de intercâmbio que iria pegá-las somente em Dublin, meu destino final. (Na maioria das companhias aéreas, sua bagagem vai direto para o destino final em viagens internacionais, mas consulte a informação oficial com sua agência.)

Minha conexão de São Paulo saiu próxima da 1h da manhã. Lá se foram quase 12 horas até a próxima parada, Londres. Ao chegar já em terras do velho continente, passei pela imigração inglesa de forma tranquila e peguei meu último voo para Dublin. Cheguei na Irlanda já no início da noite. Ao chegar na imigração irlandesa apresentei toda a documentação necessária, como a carta exigida da instituição daqui, comprovante financeiro para se manter no país entre outros documentos.Passei emocionado.

Ainda no aeroporto,peguei minhas bagagens e com meu endereço em mãos, achei um táxi e cheguei até lá. Hoje completam-se 7 dias de Irlanda. 7 dias do ciclo do tempo que parece estar congelado, como o clima daqui. 7 dias que parecem que a ficha ainda não caiu. 7 dias que remetem a sensação de muito, mas muito mais tempo, com toda a certeza.

Divido com vocês um gesto que marca a essência total desse lugar. Caminhava no segundo dia , quando um morador que estava pelas ruas me perguntou se já havia tomado café.. na negativa ele estendeu a mão e ofereceu uma única laranja que carregava consigo. Nessas horas percebemos nas coisas simples, mas importantes da vida, detalhes que fazem nos sentir muito mais humanos e que realmente importam de verdade.

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Dublin tem muito da colonização inglesa presente em sua cultura. As pessoas são muito acessíveis e atenciosas por aqui. Frequentemente se escuta um pedido de “desculpas” pelo fato que alguém esbarrou em você.O choque cultural é inevitável e faz você valorizar cada conquista pessoal , desde as coisas mais simples, como um pedido de informações em inglês. Dificilmente você verá papéis jogados ou qualquer tipo de lixo no chão. Tudo funciona de uma forma totalmente organizada. Caixas eletrônicos 24 horas nas ruas, policiais sem armas e carros muitas vezes destrancados são cenas comuns.

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Não é fácil se libertar das amarras sociais. O primeiro passo será sempre o mais difícil. Não sabemos o que está por vir, quem vai cruzar nosso caminho, se a saudade vai ser grande ou imensa, apenas que seguimos em busca das respostas que irão contribuir com nosso caminho de aprendizado e evolução.

Empregos

Sem sombra de dúvida é o maior receio de qualquer pessoa que vem para a Irlanda. Tentarei resumir ao máximo as informações sobre esse assunto, para que não fique cansativo e possa ser de bom uso. A grande maioria dos brasileiros que vem para a Irlanda, se preocupam sempre se irão encontrar emprego, quanto irão ganhar por mês, quanto devem trazer pra se manter até conseguir um trabalho, entre outras dúvidas.

Comprando o pacote de 1 ano(6 meses de curso + 6 meses de férias) você poderá trabalhar 20 horas por semana nos primeiros 6 meses e 40 horas por semana nos 6 últimos meses de visto. O salário mínimo irlandês é de € 8,65 por hora. Continuar lendo